Eduardo Mondlane: Moçambicano, académico americano, funcionário da ONU, primeiro presidente da
FRELIMO, amigo de Adriano Moreira, casado com uma americana branca, procurou com insistência a
independência pela negociação. Portugal recusou. Recorreu à guerra. Ouvido na Administração Kennedy,
influenciou a estratégia americana em África. Foi líder considerado na Europa, em Moscovo e em Pequim.
Procurou que Moçambique não caísse na dependência das potências da guerra-fria. Veio a pagar com a
vida a sua independência. Encontra-se nesta obra, entre outros inéditos, o strategy paper entregue por
Mondlane aos americanos em 1961, e outro do mesmo ano que um grupo de portugueses da área do regime
fez chegar a Salazar pela mão de Franco Nogueira, sugerindo uma nova política externa e ultramarina.
O autor dedicou a sua tese de doutoramento a uma profunda investigação sobre Eduardo Mondlane. Na
obra traça o seu percurso académico, o seu trabalho como funcionário da ONU nos anos 50, a sua aproximação
à administração Kennedy e o trabalho que desenvolveu enquanto líder da FRELIMO, culminando
com a narração do seu assassinato em 1969. Na última parte da obra o autor analisa as consequências
políticas da morte de Mondlane dissertando sobre os principais suspeitos, visto que as investigações sobre
a autoria do atentado que o vitimou tiveram sempre resultados inconclusivos.