Ela, como tantas outras adolescentes, não teve infância, fez-se adulta contranatura. Substituiu a mãe alcoólica na educação da irmã, aturou a madrasta, combateu, lutou, cresceu sozinha. Fez frente a tudo e a todos. Não teve nunca um reduto de sonho e até as próprias lágrimas tinham secado na infância... Exausta, completamente só, foge de casa e conhece a brutalidade da vida...
Ao lermos "A Lua de Joana", não podemos deixar de pensar na forma como, muitas vezes, relegamos para segundo plano aquilo que é realmente importante na vida. Porque este livro nos alerta para a importância de estarmos atentos a nós e ao outro, e de sermos capazes de, em conjunto, percorrer um caminho que conduza a uma vida plena...
Erica, 14 anos, vive a sonhar com o ballet, e deixa para trás todas as outras ocupações próprias da sua idade: estudo, convivência com amigos, participação em actividades escolares, vida de família, etc. Ivo, da mesma idade, também sonha, e gostaria que no seu sonho participasse Erica. Mas ela vive alheada de tudo e de todos, pensando somente no seu ballet e na sua música. Até que um grupo da escola resolve apresentar uma peça de dança-jazz e solicita a sua ajuda. Convencida por Ivo de que o seu talento é necessário para ajudar os colegas, Erica dispõe-se a fazer uma coreografia e a ensaiar o grupo.
Sara e o irmão gémeo, Simão Pedro, vão fazer dezoito anos e frequentam o 12º ano. Apesar das múltiplas afinidades que ligam Sara ao irmão e da grande amizade que os une, Sara é muito diferente dele e também das raparigas da sua idade. A sua beleza exótica, a sua extrema simplicidade e fé, conferem-lhe um brilho especial e o poder de encantar, mesmo contra a sua vontade... Um dia, decide escolher o que irá fazer do resto da sua vida. E ninguém queria acreditar...